Agora mais do que nunca é
momento de criar, inovar para se diferenciar!
(*) Maria Inês Felippe
Por
questões de sobrevivência, cresce o interesse em despertar e aumentar a
capacidade dos funcionários tornando-os mais criativos, na busca de novos
produtos, serviços, assim como buscar diferenciação nos processos de vendas,
etc. Outro dia uma empresa solicitou uma palestra com o objetivo de despertar o
potencial criativo dos colaboradores dentro de um cenário repleto de regras e
regulamentos.
A
criatividade favorece observar, enxergar o que todos estão vendo, visualizando
coisas diferentes e aumentando a autoestima, acreditando nos produtos e
serviços que estão oferecendo mercado. Outro aspecto interessante é que não
basta somente criar, gerar idéias, é preciso analisá-las e implementá-las.
Tenho atendido algumas empresas que criam Banco de Idéias, sistemas integrados
de geração de idéias até mesmo a velha caixa de sugestões como estratégia de
incentivo da criatividade e inovação, mas rapidamente transformada em caixa de
“queixações”, pois é, sinto dizer-lhe, que não é por aí que devemos começar.
Agora
mais do que nunca a criatividade e a inovação é a solução para a resolução de
conflitos, resgate dos valores da empresa e dos colaboradores.
Você
bem sabe que eu tenho um compromisso com você de trazer sempre alguma
experiência que vivenciei, buscando projetá-la em situações que vivemos no
nosso cotidiano profissional. E esse compromisso continua firme e os seus como
estão?
Como
você está? Cheio de planos? Tem tentado colocar em prática? Continua fazendo
atividades que para você não tem sentido? Continua convivendo com pessoas que
não lhe agregam nada? Já entrou no grupo dos pessimistas de plantão? Faz parte
do grupo vamos esperar para ver como é que fica?
É muito comum ouvir, nas minhas palestras, as pessoas comentarem fatos
como os abaixo:
1)
“Meu chefe não valoriza
as minhas ações. Como mudá-lo?
2)
“A empresa em que
trabalho não possui um plano de carreira e pouco investe nos colaboradores”;
3)
“Vivo num mundo de
trabalho hostil.”;
4)
“Não há como mudar a
minha rotina, tenho de fazer as coisas sempre da mesma forma!”.
5)
Não tenho como criar,
vivo cheio de normas, regulamentos, etc.
6)
Tenho medo de ser
mandado embora! A crise......
7)
Minha equipe não tem
iniciativa!
8)
Os funcionários são
descomprometidos
9)
Meus resultados estão
paralisados, ou até mesmo negativos!
10)
Estou perdendo clientes!
Essas questões são fortemente
debatidas nos programas de liderança de
equipes, administração de conflitos e inovação. E é cada vez mais comum
encontrar essas situações dentro das organizações.
Penso muito nesses acontecimentos, reflito e acabo por concluir que
não importa o que as pessoas fazem conosco. O que realmente importa é o que
estamos fazendo com nós mesmos, com os nossos negócio, com a nossa liderança e
o que permitimos que os outros nos façam. Como estão as suas atitudes para com
você mesmo?Com os negócios? Com a equipe? Está entrando nesse Inconsciente
Coletivo de que tudo está ruim? Nada poderá fazer? É melhor esperar a
“marolinha” passar?
Vivemos constantemente em cenários
de conflitos, não é novidade dizer que vivemos grande parte do nosso tempo com
divergências mal resolvidas tanto profissional quanto pessoal.Conflitos mal
gerenciados trazem inúmeros custos para a empresa, até mesmo como perda de
clientes, bons colaboradores, diminuição do processo de produção, capacidade de
entrega e o custo gasto para resolver problemas, gerenciar desentendimentos e
apaziguar os ânimos.
Evitá-los é utopia, vale a pena
utilizar das divergências como fonte inspiradora para a criação de
alternativas, saídas transformando as divergências numa ferramenta de
crescimento pessoal e de equipes. Diferenças de pensamentos, personalidades,
valores, estresse, carga de trabalho, recursos inadequados, liderança ineficaz,
falta de abertura, transparência são as principais causas de conflitos que mais
percebo nas organizações em geral. O resultado negativos são imensos, mas por outro lado encontramos os
positivos, quando bem dirigidos, estimulados com técnicas adequadas, tais como
: geração de idéias, soluções inovadoras, e aumento da motivação,
produtividade, autoestima, eficácia operacional. etc.
É aí que entra a sua enorme responsabilidade em virar esse
jogo, seja você como Recursos Humanos, líderes, empresário, colaboradores. O
que você preparou para realizar neste ano que, pelo menos, amenize situações
como as descritas acima?
Bem, junte forças e vamos em frente!
(*) Maria Inês
Felippe- Consultora, Palestrante. Vice Presidente de Relações Acadêmicas da ABRHNacional.