O papel do gestor dentro de um processo de inovação

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A inovação é também uma questão de mudança de paradigmas. Para inovar, é necessário organizar o trabalho de forma diferente e até de outra perspectiva.

A revista Melhor, Gestão de Pessoas publicou recentemente um tópico interessante sobre inovação. Na ocasião, o autor destacou alguns pontos chaves para o progresso na direção de uma cultura inovadora dentro de uma organização.

Os três pilares são:

  1. Incorporar progressivamente novos valores, princípios e práticas específicas para fomentar a inovação;
  2. Inovar com método, por meio de um procedimento ordenado capaz de permitir a concretização de temas de alta relevância para a empresa;
  3. Desenvolver algumas práticas de organização para inovar, que estimulem princípios próprios de inovação e sejam diferentes das que orientam as operações do dia a dia.
    Inovar, uma questão de mudança cultural

O passo importante para a inovação consiste em superar todos as barreiras à mudança da cultura de uma empresa, ou seja, transformar as crenças e valores das pessoas sobre o que é permitido ou não fazer.

Diante da dificuldade dessa mudança de paradigma, muitos gestores frisam que o melhor é substituir as pessoas reticentes e colocar novas (favoráveis a mudanças) no seu lugar. O fato é que muitos gestores se esquecem de que o desafio é exatamente centralizar-se em criar as condições necessárias para obter os resultados almejados contando com as pessoas das quais dispõe.

A chave está em trocar a forma como dirigimos, pondo em marcha novas práticas de direção destinadas a favorecer o comportamento inovador que estamos procurando. O segundo passo é institucionalizar, fazer com que as práticas de nossas empresas continuem para lá das pessoas que as impulsionaram e instauraram o que dá à empresa a mesma solidez na inovação que ela tem no dia a dia.

Para desenvolver de maneira firme e constante a capacidade de inovar, é preciso institucionalizar uma orientação para a inovação. Para construir uma cultura inovadora, é necessário mudar as práticas de direção em dois sentidos.

De um lado, é preciso mobilizar a equipe a favor de um programa de mudanças. Isso não é fácil, pois implica deixar a área de conforto para entrar em terrenos desconhecidos (olha o paradigma de novo em ação!). Do outro, o processo de inovação deve ser guiado por elementos formais, que garantam a obtenção de resultados.

Para avançar na direção de uma cultura plenamente inovadora, é imprescindível contar com um procedimento de gestão. É conveniente definir algumas diretrizes claras para guiar a inovação. Sem elas, a criatividade vai levar a confusões. As diretrizes servem como ponto de partida para a geração de ideias criativas (prioridades da empresa, impactos do mercado, etc.). As ideias são geradas, e depois selecionadas, com base em critérios diferentes, de vários tipos.

Por fim, é necessário centralizar-se na gestão de projetos e iniciativas de inovação, nos quais são incluídos tanto os aspectos formais de definição e planejamento dos projetos quanto aspectos de organização e direção, para um desenvolvimento adequado, que chegue ao mercado, e leve, de forma definitiva, ao encerramento do projeto.

Last modified: 11/27/2018