Recolocação Profissional – Qualidades que despertam interesse nas empresas

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Recolocação Profissional

Quem está atrás de uma oportunidade profissional precisa estar atento para atender às expectativas das empresas. Saber o que as empresas buscam num candidato ajuda na hora de listar o que melhorar em termos profissionais. Marcelo Abrileri, presidente da Curriculum.com.br e especialista em recolocação profissional, ressalta que a melhor hora para se conseguir um novo emprego é quando se está trabalhando. O especialista enumera as principais qualidades em um trabalhador para que ele mantenha em alta a sua empregabilidade:

Capacitação técnica específica – Esta continua sendo a principal e fundamental exigência. Se o profissional não estiver apto a exercer bem a função que pleiteia, dificilmente conseguirá conquistar a vaga. Uma boa formação, cursos adicionais e experiência na função são importantes na hora de competir por uma vaga de trabalho.

Visão do todo – Além de ser bom no que faz, é importante que o profissional compreenda quais os impactos de sua parte sobre o todo. Ter uma visão global ajuda na comunicação em geral, tanto com pares como superiores ou subordinados.

Estar bem informado – Vivemos hoje na sociedade da informação. Quem é munido de conteúdo sempre sai na frente. Nada melhor do que conversar com alguém que sabe o que está acontecendo sobre a função que exerce. Você deve ser o ponto de referência na empresa quando o assunto estiver relacionado à sua área. Mas vale também se informar sobre outros temas, como atualidades, economia e internet. Você se torna um profissional com mais possibilidades de interagir com outros da companhia.

Facilidade com tecnologia – O computador e a internet são hoje ferramentas fundamentais de trabalho e comunicação. Quem interage bem com estas tecnologias e tem familiaridade com elas tem uma grande vantagem competitiva.

Internet e redes sociais – Quem navega bem na internet e utiliza as redes sociais de maneira correta sabe como tudo isso pode ajudar para se informar, encontrar respostas e resolver problemas, e da mesma forma ganha pontos frente aos demais concorrentes na recolocação profissional.

Idiomas – Em um mundo cada vez mais globalizado, ter conhecimento de outro idioma é muito importante para a recolocação profissional, principalmente o inglês. O Brasil ainda é um país que carece de pessoas que tenham domínio de outras línguas. Quem tem conhecimento em inglês e espanhol tem ainda mais vantagens. Mas lembre-se: saber bem o nosso português, por mais óbvio que seja, faz muita diferença. (Leia também: Profissionais aprendem um terceiro idioma para enfrentar desafios globais do mercado)

Educação continuada – Workshops, cursos de curta duração, palestras e pós-graduação, entre outras formas de educação continuada, sempre será algo valorizado pelas companhias. Mas não aja de modo a apenas colecionar diplomas. Conhecimento é muito valioso, portanto empenhe-se e realmente aproveite as oportunidades para aprender e crescer profissionalmente.

Trabalho voluntário – Ter no currículo experiências como voluntário mostra que você é um profissional preocupado com valores importantes. Ações como essa não são apenas bem vistas no âmbito profissional, mas amadurecem o ser humano.

Elegância e cordialidade – Estas qualidades podem ser mostradas em diversos aspectos: na maneira de se vestir, de falar, nas atitudes. Ser elegante e cordial conquista pessoas e demonstra maturidade. Todos querem estar ao lado de pessoas agradáveis.

Bons valores – Caráter e valores têm sido mais valorizados pelos recrutadores. Essas características podem ser consequência da formação familiar, mas também podem ser cultivadas através da percepção e da valorização correta destas qualidades.

Recolocação Profissional – Que tal uma segunda carreira?

Um termo que tem se tornado muito popular entre especialistas em RH e em carreiras profissionais é a segunda carreira – e se você nunca ouviu falar, saiba que o conceito deve fazer parte da sua vida em breve.

Já pensou em se especializar em algo diferente do que você faz agora profissionalmente, atuando nas horas vagas ou até mesmo transitando para esta carreira quando lhe for conveniente? É mais ou menos este o princípio da segunda carreira, algo cada vez mais difundido no Brasil.

Uma pessoa não está mais fadada a exercer apenas uma carreira para toda a sua vida. Conforme o seu grau de amadurecimento e as suas condições financeiras, pode apostar em uma segunda carreira e desenvolver talentos, habilidades e competências diferentes.

E muitos são os motivos que levam um profissional a buscar uma segunda carreira: insatisfação profissional, insegurança econômica, condições financeiras de atuar em uma profissão diferente, curiosidade e satisfação pessoal, aposentadoria, etc.

O fato que é ter uma carreira dá trabalho; ter duas exigirá muito mais de você. Você pode ter uma segunda carreira paralela a sua primeira ou transitar para uma segunda carreira, dedicando-se integralmente a ela. A segunda carreira pode ou não complementar a primeira, mas em geral se trata de uma profissão diferente da que a pessoa vem exercendo.

Desta forma, o mercado tem hoje uma abertura maior para o profissional, podendo ele desempenhar outros talentos profissionalmente. Há muitos recursos, treinamentos, ferramentas e outros impulsionadores, que estão levando as pessoas a despertarem para outras profissões.

Não é preciso estar atrelado a uma só profissão ou formação por toda a sua vida. A segunda carreira é um fenômeno saudável e comum da vida profissional, mas é também uma decisão que exige planejamento.

Recolocação profissional: como conquistar a segunda carreira?

Para além da especialização, que também é uma necessidade de todo profissional, a segunda carreira é uma alternativa interessante para quem já está saturado da carreira. Mas é preciso esforço para voltar para os bancos escolares e de graduação.

O planejamento é fundamental, assim como a descoberta na nova área de conhecimento a ser explorada. O Coaching pode lhe ajudar a descobrir seus novos potenciais, a forma como trilhar a nova carreira ou fazer a transição entre carreiras.

O medo ainda é o principal desafio, que pode ser amenizado ou eliminado quando se opta por planejar uma trajetória de sucesso com as ferramentas corretas – como é o caso do Coaching.

Há muitos motivos para um profissional empreender em outra área e buscar uma segunda carreira. Vejamos alguns deles e entenda se este é o seu caso:

  • Falta de motivação com sua carreira atual.
  • Frustração com as escolhas anteriores.
  • Falta de satisfação seja com seus rendimentos ou com a área em que atua.
  • Necessidade de ampliar ainda mais o currículo e as oportunidades.
  • Não se satisfazer apenas com a aposentadoria.
  • A primeira carreira dá suporte econômico para a pessoa percorrer uma segunda carreira.
  • Crise política e financeira do país, sendo que a segunda carreira traz mais estabilidade.
  • Identificação a novas carreiras e possibilidades de atuação que não existiam na escolha da primeira carreira.
  • Mudança de estilo de vida e de valores.
  • Desempenho de novas habilidades e competências.

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Desafios na recolocação profissional

Muitos buscam uma segunda carreira também fazem por falta de oportunidades. São profissionais que simplesmente perderam a competitividade profissional e nunca pensaram que deveriam se preparar para o futuro. Nesse ponto a recolocação profissional acaba se tornando distante.

Claro que sei que é impossível controlarmos todas as variáveis que podem nos levar a um futuro indesejável. Porém, na dúvida, o melhor caminho é tentar assumir o controle e fazer o melhor neste sentido, o mais cedo possível – e há um enorme benefício de se começar o quanto antes.

Lógico que, quando se tem vinte e poucos anos, não parece razoável achar que o planejamento de carreira de longo prazo seja um comportamento natural. Entretanto, se um jovem de 20 anos começasse a poupar de maneira sistemática, o mínimo que fosse, com uma taxa de juros acima da inflação, chegaria aos 50 anos em condições de enfrentar possíveis dificuldades na carreira, ou mesmo de planejar uma possível segunda carreira com mais tranquilidade.

Falando nos jovens, é fundamental que eles tenham consciência da importância de se investir em educação de qualidade, em experiências enriquecedoras para o desenvolvimento de competências sólidas, em autoconhecimento para o desenvolvimento de foco e inteligência emocional e, por fim, na construção de um patrimônio financeiro que lhe sirva de ponto de equilíbrio para a vida em um regime capitalista.

Vale lembrar também que, tão importante quanto a reserva financeira, é o investimento em si e no desenvolvimento de competências dirigidas para um foco específico. Só assim é possível manter-se competitivo no mercado durante anos. E, manter-se competitivo no mercado é uma boa alternativa para que a segunda carreira seja uma opção – e não uma falta dela.

Porém, se você não conseguir combinar todos os fatores que citei acima, deve começar de onde está e fazer o melhor que puder.

A segunda carreira, normalmente, deverá ter como base aproveitar o melhor de sua experiência profissional e de vida. Terá base também nos valores individuais e na capacidade de continuar investindo uma grande energia por longo prazo.

Normalmente, é a partir dos quarenta anos que começamos a pensar mais efetivamente na segunda carreira. Estaremos no meio do caminho da vida (se considerarmos os novos números sobre a expectativa de vida dos brasileiros moradores das grandes capitais do país) e teremos ainda muita energia para gastar, porém, com mais maturidade.

É lógico que na segunda carreira uma pessoa pode mudar radicalmente de atividade e fazer aquilo que sempre sonhou, mas nunca pôde. Porém, o mais comum é que a pessoa se mantenha em atividades no seu núcleo maior de experiências profissionais. Mas o que é certo é que a relação capital x trabalho irá mudar. Mais importante do que qualquer coisa, será a satisfação que esse novo trabalho trará a você.

Nesta fase será muito importante ter a mente aberta para novas maneiras de “vender” a capacidade de solucionar problemas. O motivo pelo qual alguém contrataria seus serviços.

Alguns profissionais vão abrir uma empresa. Outros serão autônomos. Outros terão um novo trabalho com registro em carteira, mas em outra atividade. Alguns vão ter carreiras paralelas até que possam focar definitivamente na nova carreira.

Tenho visto muita gente buscando, por exemplo, a área acadêmica como forma de manter-se ativo e de aproveitar o conhecimento desenvolvido em anos de mercado.

Há outros oferecendo uma experiência de mercado para Organizações não Governamentais.

O importante, no entanto, será pensar de forma mais estruturada no que você vai querer fazer profissionalmente quando os quarenta, cinquenta e sessenta anos chegarem. Para alguns, essa parece ser uma realidade longe demais dos olhos, porém, para outros, será uma questão de sobrevivência.

Sucesso em sua recolocação profissional!

Last modified: 06/20/2018